quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Sessão Solene de entrega das premiações do Concurso "Canoinhas em Verso e Prosa"

Entrega das premiações do Concurso "Canoinhas em Verso e Prosa" promovido pela Academia de Letras do Brasil - Seccional de Canoinhas SC.
Participaram escolas estaduais e municipais. 
Premiações: Na categoria “Prosa”, para alunos de 11 a 14 anos, Milena Kutacz Ferreira Chagas, estudante da EEB João José de Souza Cabral, obteve a primeira colocação; seguida de Jucinéia Aparecida Kostulski, aluna da EBM Evaldo Dranka, de Barra Mansa; Também estudante da rede municipal de ensino, mas da EBM Benedito Therézio de Carvalho, de Felipe Schimidt, Talita Carine Abilski conquistou a terceira colocação nesta categoria.
Poesia: O primeiro lugar ficou com Isadora Aparecida Schu, da EBM Maria Lovatel Pires; Na segunda colocação houve empate entre as alunas Vanessa Zientara, da EBM Maria Isabel de Lima Cubas, da localidade rural de Rio da Areia do Meio e Érica Schiessl de Souza, da EBM Severo de Andrade.
O aluno da EBM Almirante Barroso, Brayan Henrique da Silveira, conquistou a primeira colocação na categoria “Prosa”, disputada por alunos de 15 a 18 anos. A estudante Tânia Mara dos Santos, da EBM Guilhermina Veiga Ferreira, de Arroios, ficou com o segundo lugar, seguida de Ketlin Cristina Rodrigues, da EBM Maria Lovatel Pires.
Juliana Aparecida Klempouz, da EBM Tempo Feliz, vencedora da categoria “Poesia”, que contemplou alunos de 15 a 18 anos. Aluno da rede pública municipal, Everton Luis da Silveira, da EBM José Grosskopf, ficou com o segundo lugar na categoria, que premiou ainda Emily da Silva Gassner, da EBM Almirante Barroso.
(Informações do Portal JMais)

Poesia vencedora de Juliana Klempouz

Oby Canoges Mirim
(Verde Canoinhas)

Fui batizada nas margens de um rio
Remotamente chamado Itapeba.
Se o dia reluzia, chovia ou ventava
Ninguém se importava.
Corpos nus, em plena caçada.
Apenas eu me cobria
De manto verde esperança.
Ah, como penso naquelas crianças
Da tribo Xokleng... boas lembranças.
Um dia, em meio à andanças
Fui vasculhada, dominada, colonizada.
Perseguidos pela aspiração territorial branca
Meus filhos índios... seguiam na retranca...
Floresta de araucária não lhes pertencia mais.
BANDEIRANTES!
Invadiram, para si tomaram, e até meu nome mudaram.
Canoinhas, um novo lar.
Assim que chegou meu mais novo filho,
Francisco de Paula Pereira,
O horizonte ampliou na minha visão.
Com ele, gaúchos, paulistas e ervateiros
Tornaram o propósito mais certeiro.
Aquilo já havia se tornado mais que ambição.
Aos poucos, mais deles foram chegando
E, assim, povoando este lugar.
E eu aqui, me adaptando, adotando, enfim,
Um novo aspecto, subindo no patamar.
Santa Cruz de Canoinhas!
Nas entrelinhas do Contestado foram me colocar.
Ora, culpa minha não foi!
É Paraná?
É Santa Catarina?
Ah! Mas tudo já estava tão bem comigo
A economia local fluindo
Até município acabei por me tornar.
Como o interesse astuto insistia em continuar
Em guerra e revolta puseram-me a revirar.
Mas eu me reergui.
A economia despontando novamente.
Eu consegui!
Titulada Ouro Verde,
A esperança cegamente voltava a se pintar!
Mas no que dá se gabar...
A cor viçosa passou a desbotar
A economia entrou a declinar.
Mas era o que colocava os meus filhos a lutar!
Quem olhava de fora me desejava,
Quem aqui entrava e ficava, me amava!
Hoje e amanhã, é assim que eu hei de estar!
Eu, cidade amada, verde a cintilar!
 
 
Juliana Klempouz com o avô José João Klempouz.
 

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